O universo já é fascinante o suficiente com a verdade.
🔭 O caso recente que gerou o barulho: 3I/ATLAS
Esse objeto interestelar, detectado em julho de 2025, despertou especulações de que poderia ser uma nave alienígena — inclusive por parte do pesquisador Avi Loeb. CBS News+2VEJA+2
✅ O que a ciência exige para considerar algo “nave alienígena”?
Para que um objeto como 3I/ATLAS fosse aceito cientificamente como “tecnologia alienígena”, seria necessário:
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evidências físicas ou estruturais claras (ex: forma geométrica inconfundível, materiais exóticos),
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comportamento impossível para um corpo natural (manobras, acelerações inexplicáveis, ausência de gases típicos de cometas),
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múltiplas observações independentes confirmando esses sinais,
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e uma revisão rigorosa por pares, com dados públicos e reproduzíveis.
Até agora, nenhuma dessas condições foi satisfeita para cometas ou objetos semelhantes. Por isso, o consenso é: objetos como 3I/ATLAS — interessantes, intrigantes, misteriosos — mas naturais.
👴 Conclusão do velho professor
Por que é raro?
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O espaço entre as estrelas é vasto.
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Objetos interestelares são raros porque quase todos ficam presos em seus próprios sistemas.
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O fato de observarmos um cometa interestelar é um evento valioso para os astrônomos, porque ele traz informações sobre outros sistemas solares!
Cometas e objetos interestelares já documentados no Sistema Solar
Até 2025, apenas três objetos interestelares foram confirmados passando pelo nosso Sistema Solar:
1I/‘Oumuamua
Mystery of Interstellar Visitor 'Oumuamua Gets Trickier |
cauda típica de cometa sua origem é de fora do Sistema Solar e também tem trajetória hiperbólica.
Interstellar comet ABC Science1 |
se comportava exatamente como um cometa normal, mas veio de fora do Sistema Solar.
Trajetória de um cometa interestelar:
Esses objetos vêm de fora do Sistema Solar,
Eles entram no nosso sistema em linha reta, vindos do espaço profundo, com uma velocidade muito alta e ao se aproximar do Sol, sentem a gravidade solar — sua trajetória é levemente “curvada” pela força do Sol, mas não ficam presos:O que é “órbita hiperbólica”?
Já órbita hiperbólica é aberta:
O objeto chega, faz uma curva ao redor do Sol (ou de um planeta), segue embora, nunca mais voltando. Ele só passa uma vez, como um visitante.
Imagine uma pedra vindo de longe, passando perto de um imã muito forte.
A pedra é “puxada”, faz uma curva perto do imã, mas como estava rápida demais, não é capturada: ela vai embora para sempre.
Por que os cometas interestelares não ficam presos ao Sol?
Chamamos de Velocidade “de fuga”
Todo corpo que se aproxima de uma estrela (ou planeta) pode ser capturado se vier devagar o suficiente.Velocidade de escape é a menor velocidade que um objeto precisa para fugir do campo gravitacional de outro corpo (como a Terra ou o Sol).
Se o objeto estiver mais rápido do que isso, ele não é capturado
A Velocidade típica de um cometa interestelar como ‘Oumuamua, Borisov, ATLAS vareia de 25 a 40 km/s (às vezes mais!).
Essa velocidade é muito maior que a velocidade de escape do Sol a grandes distâncias.
1I/‘Oumuamua:
E para onde vão ou de onde vêm esses asteroides/cometas interestelares?
De onde vêm?
Esses objetos surgem de outros sistemas estelares, no início da formação de estrelas e planetas, sobram muitos detritos como gelo, rocha, poeira e ás vezes, colisões ou interações gravitacionais expulsam cometas e asteroides desses sistemas.Após passar pelo Sol, eles seguem viagem pelo espaço interestelar, numa trajetória hiperbólica.
É possível que, daqui a muitos milhões de anos, atravessem outros sistemas estelares e, quem sabe, sejam observados por outras civilizações!
Chance de um fenômeno assim acontecer de novo?
Acontece com frequência?
No passado, nunca tínhamos identificado objetos interestelares cruzando o Sistema Solar.
Agora, com telescópios melhores, já vimos três em menos de dez anos, esse tipo de objeto deve ser muito mais comum do que pensávamos — só não víamos antes porque eram pequenos, escuros e difíceis de detectar.
Com telescópios modernos (como o Vera Rubin Observatory, vamos detectar cada vez mais desses “visitantes cósmicos”.
A chance de ver de novo?
— ALTA. Provavelmente veremos um novo cometa interestelar cruzando o Sistema Solar a cada poucos anos!
Eles são raros comparados aos cometas normais, mas o universo está cheio deles — só estamos começando a enxergar.
Ɽyrrhk’Ŋhâlûth
Deixe-me acrescentar algumas curiosidades e reflexões que só um velhinho apaixonado por ciência e pela vida poderia compartilhar:
1️⃣ Esses viajantes são cápsulas do tempo cósmico
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Os cometas ou asteroide interestelar trazem consigo matéria formada em outro sistema solar, talvez até antes do nosso Sol existir.
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Estudar a composição deles é como abrir um baú de segredos sobre a química e as condições de nascimento de estrelas e planetas em lugares distantes.
2️⃣ Podem trazer “sementes” da vida?
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Há teorias científicas sérias sobre panspermia: a possibilidade de blocos de gelo, poeira e moléculas orgânicas viajarem entre estrelas, talvez semeando vida onde caem.
3️⃣ Novas descobertas são uma lição de humildade
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A existência desses objetos mostra o quanto o universo é maior, mais complexo e mais cheio de surpresas do que supúnhamos.
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Eles nos lembram que não somos o centro do cosmos —
somos apenas uma parada temporária na viagem infinita da matéria.
4️⃣ Caçadores de cometas: o futuro chegou
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O próximo visitante pode ser identificado ainda este ano, ou no próximo —
e, quem sabe, vamos conseguir mandar uma sonda para interceptar e estudar de perto um desses “mensageiros das estrelas”. -
O sonho da astrobiologia: capturar amostras, analisar em laboratório e, talvez, encontrar pistas de moléculas vindas de outros sistemas.
Mensagem final do professor:
Olhe para o céu com curiosidade, não com medo.
Esses visitantes cósmicos são uma janela para aprender mais e um lembrete de que ainda estamos no começo da nossa viagem pelo universo.
Raio do cometa 3I/ATLAS
Logo, o raio é:
— Raio = 1 km (ou seja, 1.000 metros).
A massa depende do tamanho do núcleo e de sua densidade.
Vamos usar o valor estimado para 3I/ATLAS:
Densidade média: ~0,5 g/cm³ (cometas são "esponjosos", cheios de gelo e poeira).
Passo a passo do cálculo:
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Volume do núcleo (aproximando por esfera):
Se o diâmetro é 2 km, o raio é 1 km = 1.000 m = 1.000.000 cm.
Convertendo para toneladas (1 tonelada = 10⁶ g):
Cerca de 2 trilhões de toneladas para um núcleo de 2 km de diâmetro.
Conforme o cometa se aproxima ou se afasta do Sol, a quantidade de gelo e tipo de gás liberado muda.
Mito da aceleração “anômala”
Nada de motor alienígena! Às vezes, as pessoas veem um cometa mudando de brilho, de cauda ou posição no céu e acham que é um motor ou manobra artificial.
— Na verdade, é só física clássica: gravidade + ejeção de gases.
1️⃣ Por que o cometa não é uma nave alienígena?
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Comportamento natural:
Cometas seguem órbitas determinadas pela gravidade,
sem movimentos inteligentes, acelerações abruptas ou sinais de controle. -
Composição:
São feitos de gelo, poeira e rocha, não de metal ou materiais artificiais.
Telescópios conseguem analisar o espectro da luz da cauda e comprovar a presença de água, amônia, CO₂, poeira. -
Não emite sinais artificiais:
Nunca foi detectado nenhum sinal de rádio, luz piscante, ou emissão
“estranha” vinda de um cometa. -
Cauda segue sempre oposta ao Sol:
Se fosse uma nave, a cauda “motor” mudaria conforme direção.
Em cometas, a cauda é sempre “empurrada” pelo vento solar.
2️⃣ Por que o cometa tem cauda só perto do Sol?
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Longe do Sol, o núcleo é “quieto”, só um bloco de gelo e rocha.
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Quando se aproxima do Sol, o calor vaporiza os gelos, formando a cauda.
3️⃣ Cometas são perigosos pra Terra?
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A chance de colisão direta é extremamente baixa.
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Mas, de tempos em tempos, cometas deixam rastros de poeira que viram chuvas de meteoros, fenômeno lindo e inofensivo.
4️⃣ Por que cometa muda de cor?
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Como expliquei antes, gás (cianogênio, carbono, amônia) brilha de uma cor diferente quando excitado pela luz solar.
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Poeira reflete luz de formas diferentes a cada ângulo e distância do Sol.
5️⃣ Cometa pode “apagar” e depois acender de novo?
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Pode! Se o núcleo gira, regiões de gelo fresco vão sendo expostas, “acendendo” novas áreas da cauda.
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Explosões internas “outbursts” também podem tornar o cometa mais brilhante de repente.
6️⃣ Por que não dá pra fotografar cometa com celular comum?
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Porque, mesmo com uma cauda enorme, o núcleo é pequeno e a luz é fraca.
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Cometas só aparecem bem em céus escuros, longe das luzes da cidade, ou usando telescópios e câmeras de longa exposição.
Objeto de cima/torto:
Se ocupa 1/10 da altura da imagem:
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Ângulo aparente ≈ 6°
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Distância: 1.000 m
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Se está a 500 metros:
3 comments:
mas o cometa muda de cor
pensei que eram ets
Na última foto é o sol não é?
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