💋 CONTO HOT:  COISA DA SALA ESCURA PARTE I


Este conto erótico revela o momento em que uma mulher, sozinha em uma sala escura, é surpreendida por algo desconhecido. Sensualidade e perigo se misturam aqui — aproveite, porque quando a história chegar a 5 mil visualizações, a segunda parte vem à tona.


Atreva-se a ir além.





"A respiração dele contra meu ouvido, ruidosa, um rosnado, uma risada de bicho, Cruel, suja, feroz." 



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Trabalhar limpando é como rezar de joelhos: dói, cansa, ninguém vê. Todo dia, o mesmo caminho. Pego meu baldinho, minha mangueira azul arrastando esperança no chão, meu esfregão mais cansado do que eu. 


E vou. 

Só vou. 


Sempre sobra pra mim, a sala escura com uma grade  terrível ainda por cima. Não gosto, não quero, mas preciso. 


Trabalha, nego, trabalha — é o que ecoa dentro de mim, mais forte que a fome, mais fundo que o sono.


O céu já apaga, mas meu medo acende. 


Anoitecendo, as vozes da rua morrem — resta sobras, resta os sons dos meus próprios passos. 

Luz? Claro, sempre tento. Mas a luz não ilumina quase nada: a escuridão engole tudo.


Cheiro acre, úmido, alguma coisa podre ou esquecida. 

Cheiro que não larga a pele, mesmo depois do banho. 

Sinto vontade de chorar, mas respiro fundo. Não posso deixar, não posso fraquejar. Trabalha, nego, trabalha.


BOLETOS!



BOLETOS!


O medo gruda na minha pele e meu corpo arrepia, os pelos do braço todos de pé. Tento ignorar, a sala parece respirar comigo.

Cantar? Só se for pra fingir coragem.

Arrasto uma música de Deus pra ver se expulso o que quer que espreite ali. Sussurro alto, rezo cantando — “Meu Deus, me ajuda, me leva.”

E, de repente, uma risada.

Terrível.

Vem de toda parte.

Sinto minhas pernas cederem. Olho, não tem nada.

“Deus, tô ficando louca”, penso, mas ninguém responde.



Sigo. Esfrego. Sigo.

O cansaço pesa, a cabeça gira.

Acordei quatro da manhã, o cansaço me corrói.

Rezo mais forte. Sinto um vento gelado roçando meu pescoço, mexendo meu cabelo... Grito!

Ninguém.

Calma.

Calma, é só brisa, repito, mas o vento cheira a algo ruim, e dentro de mim o medo late.

Cheiro de podre, de ovo estragado, de algo sujo.



Vejo uma mancha na parede, vermelho turvo, deve ser algum bicho morto, penso.

Que nojo, que humilhação.

Mas não posso sair.

Limpo.

Trabalha! Vai, trabalha.

Pano molhado na mão, esfrego.



Quanto mais esfrego, mais a mancha cresce. A água escorre vermelha, um marrom de imundície entre meus dedos.

Escuro.

Treme, o cheiro gruda no céu da boca.

Quase vomito.

Algo me empurra, me prende contra a parede.

Meus braços, minhas pernas abertas, paralisada.

Tento me mexer, nada.

Grito, nada.


A garganta fecha. Só existe aquele pânico, aquele terror pegajoso.

Não sei se é o ar, se é a parede, se sou eu mesma me traindo. Só sei que não consigo fugir.

Ouço, de novo, a risada. Agora mais perto, mais baixa, dentro do meu ouvido.

Um sussurro — uma voz rouca, embolorada, que pulsa junto com o sangue no meu pescoço.



“Ta com medo, pequena! Por que você tá com medo? Sempre te observo. Mas hoje... hoje eu quero brincar com você.”

Sinto a presença, sinto o toque. Vem do escuro, sobe da minha cintura até o pescoço, frio.


Meu corpo inteiro arrepia.

Meus olhos se enchem d’água, não sei se é raiva, vergonha ou puro terror.


O escuro me abraça, a voz ri outra vez, tento desesperadamente me mexer, gritar! 

Nada.


“Fica calma, pequenininha... Ninguém vai te ouvir. Somos só nós dois agora.”


O frio virou calor, e o calor me virou de dentro pra fora. Senti sua língua na lateral do meu rosto e um rosnado que saía da boca.


Queria gritar, pedir pra parar, fechei os olhos sem entender o que acontecia. O que era aquilo.


Um calor estranho, antigo, feito febre de coisa errada.

O toque dele era gélido, mas meu corpo pegava fogo,


Não era humano.


A respiração dele contra meu ouvido, ruidosa demais...

Cruel, suja, feroz.


Eu sentia a maldade pulsando dele, e meu medo era tanto

que virou lágrima, virou silêncio, virou um grito que não saía.


Prendida ali, só restava sentir.

Ele me mantinha assim, pressionada, exposta,

Ele se afastou um pouco e, de alguma maneira, conseguiu passar as mãos em meus seios, por cima da roupa, massageava devagar.


Era impossível negar

que um vento quente já dançava no fundo da minha barriga.

Ele sussurrou, voz arrastada,

— Por que você está com medo de mim? Só quero brincar... vamos nos divertir um pouquinho.


A outra mão dele deslizou de novo, primeiro subindo, depois descendo pelas minhas costas,

dedos firmes, ritmados,

até envolver minha cintura,

até parar sobre minha barriga,

traçando círculos pequenos e lentos.


EU NÃO VIA NADA! SÓ CONSEGUIA SENTIR. 


A outra mão permanecia em meu seio, agora já não estava contra a parede, estava contra ele.

A língua — ou aquilo que parecia uma língua —

surgiu do nada, úmida, áspera, bifurcada,

me tocando atrás da orelha,

descendo lenta, lenta, até meu pescoço,

me arrancando arrepios de medo e fome.



Quando chegou à curva do meu ombro,

mordeu forte, dentes fincados na pele,

e eu me desconheci, perdida nesse abismo sujo.

Tentei gritar, o que me saiu foi um gemido.


Ele riu baixo, mais uma vez,

satisfeito, roçando minha pele


Eu não sabia mais se queria fugir

ou se queria me perder pra sempre naquele toque.

Então, com um movimento rápido, ele...



2 comments:

V, Alaric Moreau said...

Um conto de carne e sujeira.
Encarei um prazer sujo, que não pede licença.
O texto oscila entre repulsa e desejo sem espaço pra conforto.

— Tem pequenos trechos em que a pontuação poderia criar mais pausa, ou o ritmo pode variar mais, quebrando a cadência linear em momentos-chave.

— É corajoso: não tem filtro, não tem concessão — mergulha de cabeça naquilo que incomoda, que é tabu, que é sujo.

É um conto pra incomodar, se a intenção era sujar a alma de quem lê, missão cumprida.

Cintia said...

Será Sucubus? Ou o Exu dela de proteção?